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domingo, 28 de novembro de 2010

Vírgulas

"Antes de começar, peço desculpas pelo uso "proposital em excesso" de ,"

Hoje eu a vi, cidade pequena, pensamentos atordoados, solidão que bate e também, os destinos minuciosamente cruzados em tempo certo, não a veria se me atrasasse dois minutos. É a falta dela que eu sinto e, não me parece ser mais amor, é a falta, o amor foi destruído por ela mesma. Será que um dia que isso vai passar e, que um dia poderei vê-la e não sentir mais nada, que um dia poderei dizer que não sinto mais nada e, realmente não sentir de fato, que um dia conseguirei estar no mesmo ambiente que ela sem ir embora.Cidade pequena, impossível não conviver, não é mesmo?

Hoje sofri mais um pouco, pensando que mais um pouco, de um longo caminho de sofrimento foi percorrido, quando eu me pergunto, por quem, por quem eu sofro e, de quem sinto tanta falta, já não sei mais responder, parece que sofro por quem eu vi por ultimo, parece que sofro por quem a musica que estou escutando agora me traz a memória. Isso não é mais amor, seu porco imundo, seu gordo comilão, seu acomodado, seu idiota, não adianta mais, uma vez descoberto, o gosto do amor, jamais se quer viver sem ele mais. Mas, as oportunidades que tive, eu não aproveitei pois, as pessoas mais certas da nossas vidas, vêem nas horas mais erradas, e se a pessoa certa vem, na hora certa, eu de certo fiz o que pude pra estragar. Penso que me conformei com essa solidão, tenho ela como um castigo, algo que eu tenho realmente de passar, pagar de verdade pelos erros cometidos.

Hoje, eu não sei ate quando pagarei, ate quando sofrerei, ate quando evitarei contatos, ate quando o telefone dela vai ficar na minha agenda me fazendo aquela vontade, de ligar e ouvir mais um pouco voz. Eu me sinto um idiota, escrevendo algo que vai passar no tempo, assim como ela escolheu me deixar passar no tempo também. Eu não sou mais eu, parece que estou sendo manipulado o tempo todo. Totalmente dependente de amigos, mesmo quando me sinto total inútil e idiota perto deles.

Hoje as suas vidas seguem seus rumos, filhos, novos amores, novos planos, enquanto eu me sinto sem chão, descobrindo a enorme diferença que existe entre amar e ser dependente. A vida minha esta passando, como um filme, eu descobri que não sou o ator principal da minha vida.

Em meio a tantas vírgulas, que aqui tem função de pausar o texto, uma imensa vírgula, mantém a minha vida, pausada.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Praticar o Pensamento Positivo

Muito se fala atualmente sobre pensamentos positivos, negativos, sobre energia positiva, negativa, e outras coisas aparentemente esotéricas, que no rodeiam e influenciam no dia a dia sem que percebamos. Quero falar um pouco sobre isso tudo a partir do meu ponto de vista. Mas falo aqui não como o sabe tudo, e sim como alguém que divaga sobre certos temas para formalizar e evoluir as próprias opiniões. A escrita tem esse quê de catarse que faz muito bem a quem escreve.

O que quero dizer é que as energias, positivas ou negativas, tão citadas por esotéricos, estão tão em nós quanto podemos imaginar. Olhe para a pessoa do seu lado agora, e elogie-a. O que você vai conseguir? Um sorriso, um agradecimento, e quem sabe maiores retribuições, seja o que for, será agradável, portanto, positivo.

Imagine-se agora olhando para essa mesma pessoa e xingando-a com as piores palavras. O que você obterá? Xingamentos da mesma proporção voltados para a sua pessoa. E tenha certeza, serão desagradáveis, portanto negativos.

Uma energia positiva, não se vê, ela apenas existe através de eventos prazerosos como efeitos de uma causa inicial que normalmente parte de alguém através de qualquer ação. Ao passo que a energia negativa também não se vê, mas se sente em qualquer manifestação desagradável de outra pessoa ou fato.

Palavras e atitudes têm esse grande poder de gerar sensações agradáveis ou não. Uma palavra bem colocada, estimula pessoas e consegue bons resultados. Uma palavra mal colocada gera desconforto, constrangimento e o resultado será nulo ou desastroso.

Você já leu uma crítica negativa de algum filme que você gostou? Não dá uma sensação desagradável? E sua ira se volta ao crítico e não ao filme criticado. Os críticos tendem a pensar que todos deveriam ter o gosto e o background cultural que eles têm, quando o que queremos é mesmo uma história água com açucar só pra sonhar um pouco naquele momento e depois seguir adiante.

A crítica negativa, uma reclamação, uma opinião contundente, enfim, sempre volta a quem criticou, a pessoa vai passar por chato, grosso, rabugento, etc. O pessimismo e a crítica negativa atribuem uma certa ridicularidade a todas as suas manifestações.

Outro dia encontrei na internet uma belíssima poesia, com palavras muito vivas, muito intensas, mas escrita num tom desesperançoso. Dá um desânimo após a leitura. Ou seja, então tá, o mundo é uma droga, não vai ter jeito, vou parar por aqui mesmo, vou sentar e chorar. Enquanto que um texto positivo ou uma pessoa entusiasmada ao nosso lado nos enchem de ânimo e vontade de fazer de tudo. A alegria e o bom ânimo realmente são as chaves de qualquer coração.

O pessimismo é típico de pessoas idealistas. Queriam que o mundo fosse de tal maneira, mas como não é (e nunca será), “choram”. Eu mesmo tenho muito disso. Mas atualmente tenho aprendido muito no sentido de entender que as pessoas mais bem sucedidas, não são necessariamente otimistas, e sim realistas. Aceitam o mundo como é e tentam encontrar uma forma de melhorá-lo. E isso tende a ser muito lucrativo. É como dizem, enquanto alguns choram, outros vendem lenços.

Então os esotéricos e afins dizem que se você manter pensamentos positivos na sua mente, sua vida melhorará na mesma proporção. Eu acredito nisso por vivências próprias que me mostraram algo nesse sentido, embora também nesse sentido eu não seja a pessoa mais disciplinada. Mas você talvez tenha dúvidas! Ok, não serei eu que irei te convencer a respeito de algo que também eu tenho procurado entender.
Mas você pode analisar pelo aspecto prático. Qual alternativa lhe traria uma vida melhor: Acreditar e esperar sempre o pior, crendo que o mundo é um lugar ruim, levando uma vida displicente e de qualquer jeito, ou viver e trabalhar focando sempre o melhor, procurando aprender coisas novas, viver em harmonia e proporcionando bons momentos às pessoas que convivem com você? Ser positivo ou negativo está mais em nossas atitudes, com seus resultados práticos, do que unicamente em nossos pensamentos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mais sobre sua estima

Existe algo muito efetivo que pode levantar sua autoestima: Levante-se da cadeira ou da cama, tome um banho “bem tomado”, vista a sua melhor roupa, ligue para seu melhor amigo(a) ou namorado(a) e saia. Vá ao shopping, ao cinema, ao parque, à praia, à casa de algum parente, mas, vá!!! Que seja a algum lugar com gente, gente alegre, gente que gosta de conversar, contar piadas, jogar conversa fora.

Dê então uma olhada em volta, observe as pessoas ao seu redor, e você vai ver uma diversidade tão grande de pessoas, altas e baixas, feias e bonitas, gordas e magras, e cada uma delas tem alegrias e tristezas, assim como você.
Hoje fala-se muito em autoestima baixa. Na minha opinião, significa que a pessoa se deixou de lado por algum motivo e caiu em depressão. Então, se você rever suas prioridades e voltar a ficar do seu lado, se cuidando e se dando do melhor novamente, tenha certeza, sua autoestima vai melhorar.

MAS É PRECISO AGIR!

Até certa medida, os livros são indispensáveis, afinal precisamos de conhecimento para poder decidir. Mas de um ponto em diante, se você se trancar em casa pra ler um livro de auto-ajuda, não vai conseguir melhorar sua autoestima. Precisamos do momento de estudo, e precisamos do momento de se jogar para a vida. A cura para a autoestima baixa é VIVER. Cuide de si mesmo, se valorize, mentalize coisas boas todos os dias, procure amor… Amor cura todos os problemas. Amor da sua família, dos seus amigos.. enfim. Saia mais, vá se divertir com seus amigos. Aproveite mais o dia!

Pense que tudo poderia ser pior. Por exemplo, se você não se encaixa nos padrões de beleza exigidos pela sociedade, e daí? Muita gente não se encaixa e não tá nem aí; é feliz mesmo assim. É uma questão de valores. Respire fundo e agradeça por sua vida todos os dias. Mantenha sua saúde tendo uma boa alimentação, exercite-se, leia bons livros, saia bastande, como já dito, e sempre fortaleça os laços amorosos com sua família e amigos. Você é único e especial, e não apenas mais um no mundo, como deve estar pensando. Ninguém nasceu pra sofrer. Pode demorar, mas a felicidade chega, é só saber esperar pacientemente. E enquanto isso, seguir plantando as sementes certas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Coisas do Amor

Um garoto aparentemente pobre, com cerca de dez anos de idade, vestido e calçado de forma muito humilde, entra em uma loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente.

"É para minha mãe", diz com muito orgulho.

O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo.

Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.
Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.

O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar.
Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.

O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.

Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido deste mundo. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.

Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?

Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?

No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.

Impaciente, ele perguntou: “Moço, está faltando alguma coisa?”

“Não”, respondeu o proprietário da loja. “é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.”

Na espontaneidade de seus dez anos, perguntou o menino: “Nem um sabonete?”

O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.

A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.

Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Decidindo e fazendo por você.

Quando um ser humano quer alguma coisa, seja lá o que for, ele consegue, quando não quer, ele inventa desculpas. É assim que é e ponto final. Você pode se achar o ser mais limitado vivendo sobre este planeta. Mas o essencial é discernir justamente isso: “Você se acha limitado”, mas não é. Você estabelece seus limites. Qualquer sonho ou meta pessoal pode ser alcançado. A imprensa nos traz relatos de pessoas que alcançaram o sucesso do nada a cada momento. Mas uma análise mais acurada no comportamento de qualquer um a sua volta ou no seu comportamento mesmo, permitirá encontrar “n” desculpas bobas por dia para não se fazer aquilo que precisa ser feito. Ou para se encontrar algo a se fazer. Há tanto nesse mundo para ser melhorado.

Uns fogem da vida em um canto recluso onde se sentem “seguros”. Outros se esquivam da responsabilidade por falta de vergonha ou por excesso dela. Mas o resultado é o mesmo. Estagnação na vida e uma angústia interna porque o espírito quer se expandir, agir, criar, viver. Mas a mente, por algum motivo ressabiada, insiste em nos tirar da jogada, aquela que ia dar em gol. Isso pode acontecer por experiências negativas que você insiste em alimentar, um modo mimado de pensar que não aceita a realidade se vingando ao fugir da responsabilidade, ou por preguiça mesmo.

A esta altura do texto me dei conta que são vários os motivos pelos quais alguém deixa de usar sua força em favor do auto-desenvolvimento numa dolorosa auto-negação. Mas a questão mesmo é como sair dessa!? Receitas prontas não existem e em se tratando de assuntos do comportamento humano, o que funciona pra um não funciona pra outro e o que pra alguém é um trabalho hercúleo, para outro uma simples palavra na hora certa muda toda uma vida.

Sugiro por experiência própria, interpretar a situação através do conceito de zona de conforto. Zona de conforto é o seu mundinho. Até onde você vai é onde estão as experiências às quais você está preparado para suportar. De um ponto em diante, você não passa porque sabe que não vai aguentar o tranco. Isso acontece para todos. Mas aqueles que se deixam sufocar pela estagnação, tornaram por algum motivo essa zona de conforto muito pequena, não se dando chances de crescimento nem de superação. E os motivos? Qualquer um possível. Nós mesmos criamos os monstros que nos cerceiam a liberdade.

Vejo que o entendimento real das coisas é um dos primeiros passos para que encontremos mais argumentos que convençam a nós mesmos a nos darmos uma chance. A nossa interpretação muitas vezes deturpada da realidade nos limita e muito. Porque acreditamos demais no que nos é dito sem experimentarmos de fato as situações, novamente por medo, insegurança, etc. Informe-se bem a respeito do que lhe mete medo. Desconfie do que lhe dizem. Os “bambambans” de qualquer assunto são raros e algo que sabem fazer muito bem é contar vantagens. Uma coisa eu posso garantir, experiências ruins todos têm. Se hoje são os “bambambans” é porque não ligaram muito para os fracassos e continuaram focando nos próximos sucessos. Não há outro modo de crescer. Ninguém nasceu pronto. Ou você se faz, dia após dia, com paciência, entendendo que você não é perfeito nem deveria ser mas que pode se desenvolver, ou senta e chora porque não nasceu Brad Pitt ou Angelina…

O que resta é um pouco de coragem. De arriscar. Ousar. Se atrever. Você pode se ferir, mas as chances disso acontecer são pequenas e por outro lado, as coisas podem começar a dar certo. Pode não ser aquela vitória espetacular, porque a vida de certa forma não é nem um pouco espetacular. O espetáculo é próprio da Televisão. Mas tenha certeza que pequenas vitórias sucessivas alimentarão sua auto-confiança e vão expandindo aos poucos a zona de conforto. E logo você estará fazendo coisas com a maior desenvoltura que antes eram um fim de mundo. Torça por você! Empenhe-se por você! Não espere que os outros o façam.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Os Amigos

“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-o!

O Tempo passa e as amizades verdadeiras a cada dia se fortalecem, elas, são muito de todo tesouro que um homem pode ter. A importância de ter amigos não é vista desde criança, porem, a maioria delas, são advindas desta época. Mas nem sempre é assim eu afirmo.

Existem amizades que são construídas depois que crescemos e isso não quer dizer que são menos importantes que as amizades já cultivadas na infância. Hoje com auxilio da internet conhecemos pessoas de vários pontos do mundo facilmente e quem pode dizer que essas amizades não são verdadeiras?

Eu sou prova viva de uma, uma não, mas quatro, amizades que são uma das coisas mais preciosas que tenho mesmo elas vindas do meio “cibernético” e de maneira tortuosa. Mas quem nos vê hoje nunca imagina a maneira pela qual nos conhecemos. Isso também é fruto das facilidades do mundo hoje, ao passo que. Quando crianças, temos um mundo inteiro para descobrir e explorar. E este mundo parece não ter fronteiras, tamanha sua vastidão. Olhamos ao redor e tudo o que vemos é a linha do horizonte.

Mas há um aspecto muito bem delimitado. Ele corresponde à amizade. Nossos amigos são poucos e estão sempre próximos. Acompanham-nos à escola, curtem o recreio conosco, partilham a merenda. Ao lado deles fazemos as tarefas, estudamos para as provas, praticamos esportes e brincamos.

A idade avança e somos contemplados com o rótulo de adultos. Mudam nossos propósitos, responsabilidades e prioridades. E, quase que invariavelmente, também mudamos de casa, de bairro, talvez de município, Estado ou mesmo país.

Nosso mundo, agora, fica bem delineado. Passamos a tratar com mais e mais pessoas e, paradoxalmente, cultivamos menos amizades porque nossas relações são todas marcadas com o lacre da superficialidade.

Pessoas entram e saem de nossas vidas. Muitos passam a ser nossos conhecidos, de um vizinho que mora na casa ao lado ou no apartamento do andar de cima, a profissionais que vemos em uma reunião de negócios ou congressos. Sobre estes, pouco ou nada sabemos, nem mesmo o nome.

Já alguns passam a ser nossos colegas. Dividem o tempo e o espaço conosco, sobretudo no ambiente de trabalho. Por conta deste vínculo, temos teoricamente objetivos comuns, metas a serem alcançadas, até valores corporativos alinhados! Sabemos seus nomes, seus cargos, suas atribuições, mas podemos conviver por anos separados por uma única divisória ou porta sem conhecer suas preferências, sua família, sua história de vida.

De tanto refletir, descobri algumas coisas que dizem respeito à amizade.

Amigos são pessoas que compartilham com alegria as nossas vitórias, mas que nos acolhem despretensiosamente nos maus momentos. Nós os descobrimos na adversidade e na infelicidade. São apoiadores por natureza, mesmo quando discordam de nossas posições. Bons ouvintes, concedem-nos sua atenção e sabem que muitas vezes não queremos opiniões ou comentários, mas apenas sermos pacientemente ouvidos.

Adeptos da diversidade, pouco lhes importam aspectos como raça, credo ou condição sócio-econômica, pois respeitam nossas diferenças antes mesmo de desfrutar as semelhanças. Surpreendem-nos com freqüência e são admiráveis confidentes, compartilhando seus segredos – e os nossos.

Não existem bons ou maus amigos, sinceros ou dissimulados. Por definição, um amigo é verdadeiro, honesto, leal e digno de honra e admiração. Logo, a amizade que acaba nunca principiou.

Melhor do que conquistar novos amigos é conservar os velhos. Por isso, visite seus amigos com freqüência. O mato cresce depressa nos caminhos que são pouco percorridos. Relacionamentos não se constroem por telefone ou e-mail. São bons expedientes para se manter uma amizade, mas precisamos mesmo é estar “cara a cara” com as pessoas que apreciamos. Olhos que brilham, braços que envolvem, palavras que acalentam. Vale o alerta de Fred Kushner: “Eu deveria ter visitado mais meus amigos e lhes contado como me sentia em vez de só encontrá-los em enterros”.

A amizade torna as pessoas mais amenas, gentis, generosas e felizes. Mas, para se ter amigos, é preciso antes ser um. E isso envolve atitude...

Começar junto e terminar junto. Assim se edifica uma sólida amizade.

domingo, 6 de junho de 2010

Uma Coisa Difícil

Ontem no final da noite ouvi um amigo me disse:
"_A verdade às vezes é muito mais difícil para quem diz do que para quem ouve."
Era algo assim bem nesse sentido que me foi passado. Acontece muito, quando queremos dizer algo que sabemos que vai ferir a outra pessoa. Pense um pouco...

O que seria mais difícil, dizer “infelizmente não conseguiram reanimar o seu... (Humm, vamos escolher alguém mais distante um pouco) TIO” ou dizer “ Nós fomos felizes e tudo mais, mas infelizmente, acabou tudo entre nós.” (Isso em uma situação que você não gosta de alguém que esta profundamente apaixonado por você e você sabe disso).

É difícil escolher? Pois eu acharia mais fácil dar a primeira notícia. Um pouco pode variar devido ao grau de contato que você tem com o "Tio falecido". Talvez não seria mais fácil se eu tivesse usado uma "mãe" no exemplo. Mesmo assim, é mais difícil dizer que não gosta de alguém, porque quem diz, também é atingido diretamente. É muito doloroso partir o coração de alguém que tanto ama você.

Quando falamos de uma coisa tão definitiva como a morte, logo pensamos, é um sofrimento tão grande, tão destruidor e uma coisa totalmente sem volta. O único jeito é se conformar, pois realmente não há solução, e dói, dói muito. Agora, quando temos que terminar um relacionamento com alguém que realmente esta amando você. Qual vai ser a reação da pessoa? Como ela vai se sentir? Imagine ter alguém que fica pensando em uma possibilidade de volta, em uma possibilidade mínima de voltar, alguém que se apega a qualquer coisinha pra ter um motivo para achar que tem volta? Que tortura é achar que tem solução algo que você que a principio terminou sabe que não tem.

Nesse caso eu confesso ser bem egoísta, se eu disser que eu estou feliz porque vi ou soube que uma "ex" está com um cara rico, bonito, com carro e possibilidade de dar um conforto que eu não posso, eu estarei mentindo para você e para mim, eu não consigo não desejar o pior para ela infelizmente. E você, que acaba de dar a noticia, que não gosta da pessoa, você fica com sentimento de que alguém te odeia e fica preocupado com isso, e essa pessoa te procurando sempre querendo voltar.
Por isso digo que a primeira noticia é relativamente mais fácil de ser contada. Essa verdade é muito mais difícil de ser dita do ouvida, de ser dita do que ser encarada. É o que eu acho.





É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida. Se insistirmos em permanecer nela, depois do tempo necessário, perderemos a alegria e o sentido do resto. Fechar círculos, fechar portas ou fechar capítulos, como queira chamar, o importante é poder fechá-los.

Foi demitido? Acabou a relação? Já não mora mais nessa casa? Deve viajar? A amizade acabou? Você pode passar muito tempo do seu presente dando voltas ao passado, tentando modificá-lo... O desgaste será infinito, porque na vida, todos estão destinados a fechar capítulos, virar páginas, terminar etapas ou momentos da vida, e seguir adiante.

Não podemos estar no presente sentindo falta do passado. O que aconteceu, aconteceu. Não podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.

Passamos por momentos de plena felicidade em nossas vidas e momentos que nos marcam de uma forma surpreendente e nos transformam nos comovem, nos ensinam e muitas vezes, nos machucam profundamente. Mas os acontecimentos e as pessoas passam por nossas vidas e temos que deixá-los ir! Por isso, às vezes é tão importante esquecer de lembrar, trocar de casa, rasgar papéis, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros...

Na vida ninguém joga com cartas marcadas, e a gente tem que aprender a perder e a ganhar. O passado passou: não espere que o devolvam. Também não espere reconhecimento, ou que saibam quem você é. A vida segue sempre para frente, nunca para trás.

Se você anda pela vida deixando portas "abertas", nunca poderá desprender-se, nem viver o hoje com satisfação. Casamentos, namoros ou amizades que não se fecham possibilidades de "regresso" (a quê? Pra quê?), necessidade de esclarecimentos, silêncios... Devemos fazer a faxina emocional e arrumar espaço nas gavetas do futuro para o novo. Não por orgulho ou soberba, mas porque você já não se encaixa ali, naquele lugar, naquele coração, naquela casa, naquele escritório, naquele cargo...

Você já não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano... Como diria o poeta: “Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará...” Portanto, nada tem que voltar!!! Mesmo que fosse possível. Preste bastante atenção em todas as coisas que te acontecem, elas poderão estar trazendo a sua tão esperada felicidade, se vocês estiver aberto a compreendê-las.

"Nada é por acaso. Deus não joga dados com o mundo. Deus é sutil, mas não é maldoso." (Albert Einstein).

Agora me diz? Esse texto? Quem me conhece, algo que eu digitei eu realmente faço na pratica???
Meus amigos sabem se eu não faço. E é isso é o que me levou a colocar esse titulo neste post, pois é sim, uma coisa difícil.